Archive for the ‘shows’ Category

Vive la Fête @ São Paulo, o show

26/06/06

Vive la Fête @ SP, foto Adelaide Ivánova 

O Vive la Fête tem uma estranha história de amor com o Brasil. A dupla belga, formada em 97, passeia em um universo fora do circuito indie europeu, mas à margem do hype industrial. Ganhou notoriedade no começo dos anos 2000, quando virou xodó do mundo jetsetter da moda, tocando ao vivo em grandes desfiles e recebendo elogios rasgados de estilistas. Ao mesmo tempo engrossou o coro do neo electro safado, adotado pelos modistas na época e enterrado hoje em dia.

Por aqui, escorrendo para fora do ambiente fashion, Els Pynoo e Danny Mommens foram atração do festival pernambucano Abril pro Rock, em 2004. Surpreenderam audiência e crítica, conquistaram aqueles que olhavam torto para a “dupla de electro-rock” e saíram do palco abençoados. Mas, como tudo parece precisar de uma consagração no sudeste cabotino, ainda faltava a aprovação ao vivo da paulistada.

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1990s em São Paulo, já foi

18/06/06

Chegando agora do show dos 1990s, aqui do lado de casa, no 2em1. Noite ótima, como sempre é com essa raça escocesa. A vibe era quase uma coisa família.

1990s @ São Paulo, foto Adelaide Ivánova

Mais detalhes, mais tarde.

Mas aí, onde está o público de rock desta cidade? Todo mundo sempre reclama (com razão) dos preços exorbitantes cobrados pelos shows gringos por aqui.

Então quando uma boa banda aparece, com ingresso na base dos R$ 12,50 (!), a casa não lota?

Aos diabos.

Losing my edge

16/05/06

Meia dúzia de linhas sobre o LCD Soundsystem no Skol Beats.
Melhor show gringo (que eu tenha visto) do ano, ali ali com Franz Ferdinand.

LCD Soundsystem @ Skol Beats 2006, foto Della Rocca

O rock na praça de alimentação
(publicado originalmente @ Omelete)

Já faz tempo que música eletrônica não é uma coisa moderna. Depois de ser digerida por todos e sua presença virar regra, e não exceção, em qualquer lugar, o estilo beira a banalização. Então fica difícil, para um leigo perdido, a missão de separar o joio do trigo, os “DJs quem?” dos tops de linha, em um evento como o Skol Beats.

Shopping do estilo, com direito até a marca segmentada de pirulitos, o festival é um exagero – dezenas de nomes simultâneos em uma área monumental, coisa impossível de se acompanhar a pé. Nas declaradas três toneladas de vinis, os curadores querem atender desde os insiders, que conhecem o último single daquele produtor franco-belga, até os drogaditos de plantão e os cybermanos que engolem qualquer bate-estacas.

Na sua edição 2006, o SB melhorou sensivelmente a escalação, em comparação com a do ano anterior. Escalou o onipresente Tiga e a boa improvisação do quarteto The Bays, olhou para o minimal, ressuscitou a pária tenda dedicada ao trance, deu uma casa própria para a estrela brasileira Marky, resgatou o Prodigy dos anos 90 e ainda encerrou com clássicos da produção paulistana: Anderson Noise vs Mau Mau. Resultado: 60 mil ingressos vendidos feito água e um festival superior.

Mas a atração que mais representava o frescor da eletrônica para as massas não iniciadas era exatamente aquela que resgata o estilo da mistura banal: o coletivo nova-iorquino LCD Soundystem e seu, vá lá, rock eletrônico.

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