Archive for the ‘São Paulo’ Category

Prêmio ‘bolas de ouro’

28/06/06

O assunto do dia, pra quem já cansou de discutir o jogo de ontem ou comparar o tamanho do pau com o do Ronaldo, foi a performance artístico-cara-de-pau que aconteceu na Avenida Paulista, durante Brasil X Gana.

O flashmob (lembra disso?) partiu da Casa das Rosas, com seis pelados cheios de tinta pelo corpo, passeando a esmo pela avenida. Arte, né?

Eu não vi. E provavelmente você também não, já que estávamos todos babando naquela partida chata. Mas um fotógrafo fez o favor de publicar imagens no Flickr, com direito a making of e momento Abbey Road.

Efe

6/06/06

Propaganda desvairada para a revista mais genial (e mais barata, eu diria) desses dias.

F.

A F. conseguiu lançar seu # 04, agora via Conrad. Não vi na banca ainda, mas já dá pra comprar no site da editora.

Diz que tem festa de lançamento amanhã em São Paulo, no São Cristóvão, quintal de casa. Eu não vou, daqui a pouco estou no Rio – onde tem coisa também, quinta, na nova La Cucaracha.

Tudo às 19h. De dias diferentes, tiliga.

A não festa de 2006

4/06/06

O melhor resumo que ouvi, até agora, sobre a não-festa de aniversário do Vegas, veio de um taxista que bate ponto na Augusta.

Aspa: "A prefeitura fechou o Vegas e as outras quatro casas por falta de uma licença permissiva permanente pra festas. O problema é que não cabia todos os convidados. Aí mudaram tudo pra Diuqui, mas alugaram só um salão, que o outro já tava alugado, e a prefeitura fechou de novo".

Fato é que a prefeitura (que já limou o Atari e vive de olho gordo sobre a Funhouse e A Lôca) promoveu devassa surpresa no meio da tarde de sexta-feira, horas antes da festa.

Resultado: Vegas fechado e os inferninhos alugados para o evento, interditados. As outras dezenas de puteiros vizinhos continuaram abertos, serelepes.

Às dez da noite, depois de tentar mover parte da festa para a boite The Week, Facundo Guerra, um dos sócios do Vegas, postava luto no Orkut: "Tentamos até o último segundo, estamos todos sangrando, mas agora é definitivo".

Um investimento gigantesco, uma bela festa, e uma rara ação privada para revitalizar a "parte podre" da velha Augusta foram por água abaixo, sob a eficácia incomum da prefeitura de São Paulo.

Teorias sobre a ação, claro, não faltaram. Na sexta mesmo, à boca pequena, a acusação caia sobre Alberto 'Turco Loco' Hiardeputado estadual via PSDB e sócio do recém-aberto Clube Glória, concorrente direto do Vegas.

Arte no muro

30/05/06

Depois de toda a patacoada religiosa que culminou na censura da obra "Desenhando em terços", de Márcia X, na exposição Erótica do CCBB-RJ, e no cancelamento da mostra no CCBB-BSB, a polêmica volta a dar as caras. Agora nas ruas, no melhor estilo guerrilha.

E logo em São Paulo, por onde a exposição passou incólume, sem impressionar ninguém.

Marcia X, lambe lambe, foto Eduardo Viveiros

Esse lambe-lambe apareceu a duas quadras de casa, em Pinheiros. Não sei desde quando está lá, mas o Globo Online reporta que César Maia mandou arrancar cartazes parecidos no Rio, semana passada.

Provável resultado da idéia do viúvo de Marcia, Ricardo Ventura, que colocou esse mesmo fotograma para download em alta-resolução no site da artista.

Agora, todo mundo pode colar seu pinto sagrado onde quiser.
Só aqui perto tem quatro. Vamos ver até quando duram.

“Nóis viemos aqui pra bebê ou pra conversá?”

30/05/06

A memória de Adoniran Barbosa ganha residência fixa hoje, a partir das 20h, no MIS, aquele museu que tem uma programação ótima, mas que ninguém nunca fica sabendo.

O acervo, que está nas mãos do Estado há mais de vinte anos, já passou por diversos lugares – o último, dentro do Teatro Sérgio Cardoso. Agora sob a placa "Espaço Adoniran Barbosa", uma sala no térreo do museu abriga exposição multimídia e "vitrines expositivas" (só visitando pra saber o que isso quer dizer). O grosso do material – discos, partituras, fotografias… – acaba incorporado ao acervo do lugar, escondido mas aberto a consultas.

R$ 70 mil é o orçamento declarado para o espaço, financiado pela Ambev (conglomerado dono da marca Antarctica, cerveja que já teve Adoniran como garoto-propaganda, com o bordão que dá título a este texto), que fez questão também de reformar o bar do museu.

Galeria do emo

22/05/06

No começo do mês, o JT publicou matéria invejável (apesar do parágrafo final) sobre a discriminação contra os emos na Galeria do Rock, em SP.

As aspas levam a crer, para um desavisado, que os lojistas do lugar odeiam os da tribo do delineador.

Então eu, depois de algumas horas hoje fotografando um editorial de moda ali dentro, fiquei confuso. As vitrines das lojas de roupas estão atulhadas de coisas, digamos, emo. Foi difícil achar coisas que atendessem ao tema "rock" das fotos.

Tudo atende ao visual fluffy que eles adotaram. Bolinhas, dadinhos, quadriculadinhos, coloridinhos, inhos, inhos, está tudo lá. Nem os coturnos, velho clássico da galeria, escaparam – viraram coturninhos. Só faltou um salão especializado em chapinha de meia-franja.

Daí a questão: que catzo esses manés reclamam? Se os emos atrapalham o movimento, pra que oferecer tanta emomoda nas vitrines?

Ou assume ou sai da moita.

Mudando de assunto, mas continuando no mesmo: também demorei horas para conseguir uma camiseta de banda que fugisse do trio Iron Maiden-Blind Guardian-Lacrimosa e que não fosse tamanho G. É a moda do roqueiro gordo.

Queria The Who, não tinha. ACDC, nem pensar. Judas Priest, nope. Tive que improvisar com uma Rage Against the Machine.