Archive for the ‘cotidiano’ Category

Prêmio ‘bolas de ouro’

28/06/06

O assunto do dia, pra quem já cansou de discutir o jogo de ontem ou comparar o tamanho do pau com o do Ronaldo, foi a performance artístico-cara-de-pau que aconteceu na Avenida Paulista, durante Brasil X Gana.

O flashmob (lembra disso?) partiu da Casa das Rosas, com seis pelados cheios de tinta pelo corpo, passeando a esmo pela avenida. Arte, né?

Eu não vi. E provavelmente você também não, já que estávamos todos babando naquela partida chata. Mas um fotógrafo fez o favor de publicar imagens no Flickr, com direito a making of e momento Abbey Road.

Seria melhor o país do pif paf

14/06/06

Uma tira vale mais que mil palavras.
Laerte na Folha de hoje:

Piratas do Tietê, by Laerte

Então é assim: tudo (ou pelo menos este canto de São Paulo) parou só por aquela peladinha?

Glória é o cacete

11/06/06

Passei uma semana internado na Marina da Glória, trabalhando. A conclusão: o espaço que é alugado para terceiros é ótimo, com vista para o Pão de Açúcar e o mar e etcetera.

Mas tenho que desabafar. Não há orla à meia luz que salve um mega-evento sem acesso decente. O estacionamento do lugar é uma bagunça, e a organização da cariocada é um conceito à parte. Resultado é que as entradas entopem de carros e táxis em um piscar de olhos, e você demora uns bons vinte minutos para vencer a fila e chegar à porta.

A Marina era cotada como alternativa para o Tim Festival (depois de, em teoria, abandonar o MAM, agora patrocinado pela concorrente Vivo), que já sinaliza repetir o formato de 2005, com a sua maior filial em terras cariocas.

TF no Rio é mais bacana do que em São Paulo – sair dos shows e dar de cara com a paisagem carioca é uma das maiores vantagens. Agora, se os planos se mantiverem, eles vão precisar de muito sangue frio para organizar o trânsito do público por ali.

Ou vai dar merda.

Mais cantora que estilista

10/06/06

Só no Rio de Janeiro você pode ir a um desfile de modas e dar de cara com alguém como Nervoso sentado na primeira fila, ao lado dos VIPs habituais do mundinho fashion. Mas o contexto, ali, fazia sentido: era a primeira apresentação oficial das roupas da cantora-estilista Nina Becker.

Nina Becker, foto Charles Naseh

Nina, mais conhecida pela sua participação no combo Orquestra Imperial (ao lado de Thalma de Freitas e outros oitocentos músicos cariocas), convocou a imprensa e convidados, na manhã deste sábado, para um cenário sui generis: o interior do Teatro Dulcina, ambiente escangalhado em plena Cinelândia. 

Inaugurado na década de 30, a casa já foi ícone da modernidade teatral carioca. Hoje, enqüanto espera uma reforma urgente da prefeitura, é um ambiente derretido e caindo aos pedaços, charmoso para quem gosta e cenário ideal para, hm, "eventos alternativos".

Alternativos como Nina, musa ruiva da música fluminense. Dentro da mega-estrutura do Fashion Rio, entre velhos estilistas e marcas bilionárias, ela é um peixe fora d'água. Uma estilista que é cantora que é designer que é cenógrafa. Sua grife é fruto de hobby, que tenta agora arranjar atenção.

A trilha sonora do desfile foi produzida ao vivo, em um dos raros shows solo de Nina. Ela e sua banda, agora batizada de Super Luxo (Gabriel Bubu, Marcelo Callado, Ricardo Dias Gomes e o essencial Nelson Jacobina), tocaram espalhados nos balcões frontais do teatro.

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Efe

6/06/06

Propaganda desvairada para a revista mais genial (e mais barata, eu diria) desses dias.

F.

A F. conseguiu lançar seu # 04, agora via Conrad. Não vi na banca ainda, mas já dá pra comprar no site da editora.

Diz que tem festa de lançamento amanhã em São Paulo, no São Cristóvão, quintal de casa. Eu não vou, daqui a pouco estou no Rio – onde tem coisa também, quinta, na nova La Cucaracha.

Tudo às 19h. De dias diferentes, tiliga.

Cinzeira danada

5/06/06

Segunda-feira malhada, o fim-de-semana passou com uma mega nuvem negra por cima do canto de cá do país. A zica vai:

. Tudo começou com o flop-Vegas, ainda na tarde de sexta. Assunto velho, mas que tem ramificações três tópicos abaixo.

. No sábado, faleceu o querido Antonio Salomão. Câncer. Há quem não goste do seu conteúdo, mas é preciso respeito. Principalmente pelo bom-humor incessante.

. Domingo, Rodrigo Netto, guitarrista dos Detonautas Roque Clube, morreu assassinado no Rio de Janeiro. Tentando salvar a avó, disse o irmão. O vocalista Tico postou manifesto no site oficial – com sua usual eloqüência -, pedindo "reflexão coletiva". Brutalidade, nem dá pra levar em conta se a banda é tão superestimada quanto parece ser. Quem conheceu o rapaz, garante que era do bem.

. À noite, o trio inglês Eclectic Method tocou de graça no Lov.e (eu avisei). No fim da festa, a vergonha nacional: roubaram o case de DVDs com todo o trabalho irrecuperável dos gringos. Qualé? Claudia Assef avisa no Rraurl que tem recompensa de R$ 10 mil pelo material.

Como ela mesma disse: bruxa solta.

Mania de figurinhas

5/06/06

Depoimento do dono de uma banca de jornais não muito grande em uma área não muito central de São Paulo: "Dia sim, dia não, eu recebo 50 desses álbuns da Copa do Mundo. Não duram 24 horas".

Dá-lhe.

A não festa de 2006

4/06/06

O melhor resumo que ouvi, até agora, sobre a não-festa de aniversário do Vegas, veio de um taxista que bate ponto na Augusta.

Aspa: "A prefeitura fechou o Vegas e as outras quatro casas por falta de uma licença permissiva permanente pra festas. O problema é que não cabia todos os convidados. Aí mudaram tudo pra Diuqui, mas alugaram só um salão, que o outro já tava alugado, e a prefeitura fechou de novo".

Fato é que a prefeitura (que já limou o Atari e vive de olho gordo sobre a Funhouse e A Lôca) promoveu devassa surpresa no meio da tarde de sexta-feira, horas antes da festa.

Resultado: Vegas fechado e os inferninhos alugados para o evento, interditados. As outras dezenas de puteiros vizinhos continuaram abertos, serelepes.

Às dez da noite, depois de tentar mover parte da festa para a boite The Week, Facundo Guerra, um dos sócios do Vegas, postava luto no Orkut: "Tentamos até o último segundo, estamos todos sangrando, mas agora é definitivo".

Um investimento gigantesco, uma bela festa, e uma rara ação privada para revitalizar a "parte podre" da velha Augusta foram por água abaixo, sob a eficácia incomum da prefeitura de São Paulo.

Teorias sobre a ação, claro, não faltaram. Na sexta mesmo, à boca pequena, a acusação caia sobre Alberto 'Turco Loco' Hiardeputado estadual via PSDB e sócio do recém-aberto Clube Glória, concorrente direto do Vegas.

Tucanos cafonas

31/05/06

Aviso logo: este blogue é apartidário e apolítico, portanto não me torre.

Mas essa eu não resisti: na noite passada, o presidenciável psdbista recebeu 220 empresários para um jantar beneficente a ele mesmo. Ingresso a três mil reais, salmão grelhado no cardápio.

O pior da noite foi a animação: em telões espalhados pela casa, segundo fontes, Rod Stewart debulhava standards na sua fase mais cafona, com o DVD da série The greatest american songbook.

Paro por aqui com a ironia.

Arte no muro

30/05/06

Depois de toda a patacoada religiosa que culminou na censura da obra "Desenhando em terços", de Márcia X, na exposição Erótica do CCBB-RJ, e no cancelamento da mostra no CCBB-BSB, a polêmica volta a dar as caras. Agora nas ruas, no melhor estilo guerrilha.

E logo em São Paulo, por onde a exposição passou incólume, sem impressionar ninguém.

Marcia X, lambe lambe, foto Eduardo Viveiros

Esse lambe-lambe apareceu a duas quadras de casa, em Pinheiros. Não sei desde quando está lá, mas o Globo Online reporta que César Maia mandou arrancar cartazes parecidos no Rio, semana passada.

Provável resultado da idéia do viúvo de Marcia, Ricardo Ventura, que colocou esse mesmo fotograma para download em alta-resolução no site da artista.

Agora, todo mundo pode colar seu pinto sagrado onde quiser.
Só aqui perto tem quatro. Vamos ver até quando duram.

“Nóis viemos aqui pra bebê ou pra conversá?”

30/05/06

A memória de Adoniran Barbosa ganha residência fixa hoje, a partir das 20h, no MIS, aquele museu que tem uma programação ótima, mas que ninguém nunca fica sabendo.

O acervo, que está nas mãos do Estado há mais de vinte anos, já passou por diversos lugares – o último, dentro do Teatro Sérgio Cardoso. Agora sob a placa "Espaço Adoniran Barbosa", uma sala no térreo do museu abriga exposição multimídia e "vitrines expositivas" (só visitando pra saber o que isso quer dizer). O grosso do material – discos, partituras, fotografias… – acaba incorporado ao acervo do lugar, escondido mas aberto a consultas.

R$ 70 mil é o orçamento declarado para o espaço, financiado pela Ambev (conglomerado dono da marca Antarctica, cerveja que já teve Adoniran como garoto-propaganda, com o bordão que dá título a este texto), que fez questão também de reformar o bar do museu.

Anacronia

28/05/06

Prateleira de "Atualidades" na seção de rock internacional da Fnac Pinheiros, hoje: Mark Knopfler, Slayer e Barry Manillow.

Alegria, alegria

23/05/06

Aí: meu querido Omelete acabou de levar o iBest de melhor site de cinema, prêmio do júri.

Tchubi, tchubi.
Comemorem por aí que eu comemoro por aqui.

“Nietzsche was just another monkey”

23/05/06

Genial.

(via Matias)

Galeria do emo

22/05/06

No começo do mês, o JT publicou matéria invejável (apesar do parágrafo final) sobre a discriminação contra os emos na Galeria do Rock, em SP.

As aspas levam a crer, para um desavisado, que os lojistas do lugar odeiam os da tribo do delineador.

Então eu, depois de algumas horas hoje fotografando um editorial de moda ali dentro, fiquei confuso. As vitrines das lojas de roupas estão atulhadas de coisas, digamos, emo. Foi difícil achar coisas que atendessem ao tema "rock" das fotos.

Tudo atende ao visual fluffy que eles adotaram. Bolinhas, dadinhos, quadriculadinhos, coloridinhos, inhos, inhos, está tudo lá. Nem os coturnos, velho clássico da galeria, escaparam – viraram coturninhos. Só faltou um salão especializado em chapinha de meia-franja.

Daí a questão: que catzo esses manés reclamam? Se os emos atrapalham o movimento, pra que oferecer tanta emomoda nas vitrines?

Ou assume ou sai da moita.

Mudando de assunto, mas continuando no mesmo: também demorei horas para conseguir uma camiseta de banda que fugisse do trio Iron Maiden-Blind Guardian-Lacrimosa e que não fosse tamanho G. É a moda do roqueiro gordo.

Queria The Who, não tinha. ACDC, nem pensar. Judas Priest, nope. Tive que improvisar com uma Rage Against the Machine.

E eu nem perguntei nada

20/05/06

Pérolas de Dona Adair, senhorinha que puxou papo durante a apresentação de uma oficina de batucada genérica.

"Eu gosto de ouvir qualquer coisa que seja boa. Gosto de rock, mas não sei falar do que, que não sei falar inglês. Tem aquele que toca na novela, Billy… Billy sei lá. No clipe, ele tá na praia, aí tira o relógio, o tênis, a camisa e se joga no rio, sempre falando que gosta muito dela. Tem aquele outro clipe da casa que cai da ponte em cima deles, muito bom também".

"E as coisas da minha época? Ah, não dá pra ouvir não. Amado Batista, Vicente Celestino, tudo muito chato".

"Essa velharada não devia fazer mais nada, não rende. Eu só gosto do que a molecada faz, eles são melhores, são mais criativos. Não posso ficar andando com eles, que eu sou velha, né? Mas também não me misturo com essa coisa de terceira idade. Ô chatice".

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PCC vs WTC

17/05/06

11/09 = 1 + 1 + 9 = 11 = 2
15/05 = 1 + 5 + 5 = 11 = 2

Se fosse em Nova York, alguém já teria feito essa conexão. Os paranóicos brasileiros não servem pra nada mesmo.